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Falha operacional causa manifestação de estudantes na balsa de Ilhabela



No último dia 24 de fevereiro, às 18h, um incidente ocasionado por falha operacional na balsa FB 30, de Ilhabela, litoral norte de São Paulo, ocasionou um pequeno manifesto entre estudantes e passageiros da embarcação com os operários da balsa. Segundo os estudantes que estavam no local, funcionários do DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A) teriam cometido uma falha ao permitir que mais usuários da balsa entrassem no veículo, impedindo a saída no horário programado.A estudante Natalia Diniz disse que “aquele dia não tinha quase ninguém, têm dias que estão muito mais cheias”.

A manifestação inesperada durou aproximadamente 45 minutos. Nesse período outras duas embarcações foram atracadas. Muitas pessoas, entre estudantes, passageiros e moradores de Ilhabela aglomeram-se na saída da balsa FB 30, impedindo o embarque e desembarque de todos os usuários no local.Na ocasião, um veículo que saia da balsa FB 25, que também atracou durante o ocorrido, tentou perfurar a barreira de cones que os estudantes haviam colocado na rampa de acesso às balsas, e quase acertou uma jovem. Uma terceira balsa igualmente atracada no local, Valda II, não permitiu a saída de nenhum veículo.

A demanda de usuários na balsa durantes os horários em que os estudantes de Ilhabela atravessam para irem estudar em São Sebastião e Caraguatatuba é maior que os demais horários. De acordo com o coordenador do DERSA, em São Sebastião, Ibsen Trench, apenas três, de seis balsas estão operando. “Nós temos três embarcações reformando. Se os empresários responsáveis por essas reformas tivessem cumprindo com seus prazos essas balsas já estariam aqui”, destacou. Além da demanda de usuários, as balsas também operam com “viagens especiais” para carros fortes, carros de combustíveis, caminhões de lixos, que devem viajar sozinhos na balsa.

Ainda segundo o coordenador, houve uma reunião com os estudantes de Ilhabela um dia após o incidente. Trench disse que “nós vamos fazer o possível para aumentar a oferta de transporte”. Antes no horário de maior demanda havia uma balsa que saia ás 18h e outra as 18h10, após essa reunião Ibsen Trench contou que sairão duas balsas no horário das 18h para melhor atender os estudantes. O presidente da União Municipal dos Estudantes de Ilhabela (UMEI), Anisio Oliveira, diz que “depois da conversa com os diretores da DERSA não houve mais problemas, mas mesmo assim estamos de olho para não ocorrer mais falhas”.

As Capitanias dos Portos têm o propósito de contribuir para a orientação, coordenação e controle das atividades relativas à Marinha Mercante e organizações correlatas, no que se refere à segurança da navegação, defesa nacional, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica. O delegado da Capitania dos Portos de São Sebastião, Marcelo de Oliveira Sá, salientou que durante ocorridos como o da balsa de Ilhabela, as pessoas “devem seguir e respeitar as orientações do comandante responsável por ter saído com excesso”.

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Instituto Supereco realiza Oficina de Boas Práticas e Ecoeficiência



O Instituto Supereco realizou na última sexta-feira, 7, no Observatório Ambiental, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, a Oficina de Boas Práticas e Ecoeficiência. A ideia foi trazer conceitos de políticas públicas de ecoeficiência. Organizada pela coordenadora de educação ambiental do Instituto Supereco, Patricia Mie Matsuo, 30 pessoas estiveram presentes na oficina.

A palestra de ecoeficiência, realizada pelo consultor de educação ambiental do CEAG (Centro de Educação Ambiental de Guarulhos), Roberto Marcondes, esclareceu aos convidados as questões de políticas públicas, boas práticas e ecoeficiência. Na ocasião, Marcondes disse que a maioria das pessoas associa sustentabilidade com a relação de tecnologia e empreendimento. Algo equivocado na visão do palestrante. Ecoeficiência é estar consciente da união entre o fornecimento de bens e serviços sustentáveis a preços justos e que satisfaçam as necessidades humanas. “A gente não pode transformar a ecoeficiência em uma relação tecnicista”, destacou.

A participação de educadores é fundamental para a sensibilização da população nas questões de políticas públicas e sustentabilidade. Quanto maior o fluxo de informações, mais opções de mudanças uma comunidade pode ter. O local onde esses profissionais atuam é conhecido como “espaço educador”. Além de um ambiente de aprendizado, os educadores também devem transparecer e incentivar a mudança interna nas pessoas. Através de exemplos simples, como o de jogar a água que restou no copinho de plástico na planta, retornando-a num ciclo natural.

A educação ambiental deve ser transformadora, ao ponto de fazer com que todos sejam educadores e exemplos para amigos, familiares e filhos. O espaço educador tem o conceito de ser em qualquer lugar. “Só conseguimos fazer essa mudança quando isso se torna um fator coletivo”, acrescentou Marcondes.

Ter informação não é a única prioridade para um mundo sustentável e para o espaço educador. Segundo o palestrante, há uma diferença entre saber o que fazer e praticar. Para ele, também é reflexivo lembrar que a educação de experiência de vida atrasou o processo de educação ambiental da população. Antigamente havia muita repressão quando algo não deveria ser feito, muita negação. “O ato de conviver com o outro é de postura. Você age e passa a fazer com que o outro haja igual, sem pressioná-lo”, exemplificou.

No nível mais elevado de postura e exemplos, o sujeito passa a se tornar uma responsabilidade, sem poder alegar ignorância no assunto. É o nível em que se sabe o que faz bem ao próximo, portanto, não é responsável deixar de fazer. O sujeito passa a construir saberes e habilidades, e assim, o consciente coletivo que toda cidade precisa ter. “Cidadania Socioambiental é quando você atinge esse nível de consciência e começa a fazer parte de mudanças de postura, fazendo a diferença a partir de exemplos”, concluiu.

Na programação da Oficina, os convidados tiveram uma recepção com café da manhã; dinâmicas de apresentação dos participantes e “Poupança para o Futuro”; palestra sobre ecoeficiência; apresentação e exercício coletivo da Matriz de Ecoeficiência; exercício prático em grupo da Matriz de Ecoeficiência; almoço para integração da equipe; dinâmica “Mosaico da Sustentabilidade; apresentação do trabalho em grupo, diretrizes e encaminhamentos; avaliação da oficina e o encerramento.


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Obras no Spani causam transtornos à população




Quase dois meses após a inauguração e um investimento de aproximadamente 30 milhões de reais, o atacadista Spani causa transtornos aos moradores do local. A obra com 8 mil m² trouxe prejuízos e muita dor de cabeça às famílias que vivem ao redor da empresa.

O problema que mais atingiu os moradores da vizinhança diz respeito à estrutura de suas casas que ficaram abalada por conta das perfurações e implosões do morro onde foi construído o atacadista. Jorge Ramos Barbosa, 65 anos, morador da rua Mem de Sá, que fica a poucos metros da saída do estacionamento do Spani, pediu um acordo com o Spani, Desmontec e a Contrutora Guimarães Torres, empresas envolvidas na obra. Segundo ele, a solicitação foi de que as empresas consertassem o dano causado durante a obra.

Acordo entre o aposentado Jorge Ramos Barbosa e o Spani
O acordo foi escrito e assinado pelo engenheiro da Desmontec, Flávio Zinato, e a representante da Construtora Guimarães Torres, Natália Santos, também engenheira. As empresas dizem "se responsabilizar pela manutenção da calçada na residência de Jorge Barbosa". Entretanto, segundo Barbosa, os danos atingem também o muro da casa. "As companhias me prejudicaram e foram embora; fui, então, obrigado a buscar o acordo com o Spani", explica.

A reportagem do Foca Na Web retornou ao local, três dias depois da data de início das obras conforme o acordo entre as partes. Porém o muro ainda estava com rachaduras. Barbosa não foi localizado em sua residência.

 Outras reclamações

 O morro que havia entre o Centro Esportivo Municipal Ubaldo Gonçalves (CEMUG) e o Bairro do Poiares foi totalmente retirado para que o atacadista Spani fosse construído.

Durante as obras, as máquinas produziram muita poeira e também barulho constante. Segundo a aposentada Claudia Rosa Feth, 79 anos, o barulho lhe causou muita dor de ouvido. "Sou idosa e minha saúde é debilitada", acrescentou. Claudia vive com a filha, Bernadete Feth, que também reclamou da obra: "Tinha que limpar o quintal de casa várias vezes ao dia, por conta da poeira".

 Mas as reclamações dos moradores no local não se resumem aos problemas causados durante a construção do Spani. Agora, após inaugurado, os moradores reclamam do movimento de pessoas e carros na região, o que preocupa a maioria dos residentes na área. De acordo com Eduardo dos Santos, que mora no local há cerca de cinco anos e vive com seu filho de dois anos, a paisagem mudou muito: "Antes tínhamos crianças brincando na rua, agora só vemos carros".

 De acordo com os entrevistados, durante as obras não houve qualquer comunicação entre Spani e os moradores locais. "A única coisa que ouvíamos falar por aqui era do horário das implosões" - diariamente, havia detonações com interrupções do tráfego na Rio-Santos a fim de pôr abaixo o morro que cedeu espaço ao atacadista -, lembra a moradora Maria dos Santos, que reside na Rua João Café Filho. "Tenho um problema de saúde que causa pulsações na minha cabeça, e com o barulho dos dois geradores do Spani, eu não consigo dormir à noite", desabafa.

 O gerente do atacadista Spani, Adimir Pereira, disse que todas as reclamações são encaminhadas para as empresas, às quais foi solicitada urgência para a manutenção destas casas. "A Desmontec irá cuidar disso, todas as famílias serão atendidas. Não é possível consertar tudo de uma única vez, mas cada casa será cuidada por vez", acrescentou.


O mercado já está com suas portas abertas ao público desde o dia 17 de janeiro e funciona normalmente. Mas as obras ainda não terminaram. Pereira contou que a calçada entre o Spani e a rodovia Rio-Santos ainda está em fase de acabamento. “A prefeitura irá auxiliar na finalização dessa calçada, estamos aguardando”, concluiu.



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