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Atleta de Caraguá se destaca na canoagem











Por Ingrid Adolfo 

Todo mundo enfrenta alguma dificuldade na vida. Mas, com João Pedro Schiavinato da Silva, a história foi diferente.

Nascido e criado em Caraguatatuba, o garoto de apenas 15 anos resolveu ir atrás do seu objetivo: se tornar um grande atleta da canoagem.

Filho de José Antônio da Silva (Toninho) e Grasiela Schiavinato da Silva, o esportista descobriu seu grande amor pelo esporte pelas mãos do pai.

"Tudo começou em 2006, quando eu estava andando com meu pai pela orla de Caraguá, e me deparei com uma escolinha de canoagem do Humberto Santana. Aquilo chamou muito a minha atenção, então decidi que queria começar a treinar ali", contou.

Seu pai, Toninho, também canoísta, já participava de provas oficiais de canoagem, e então, passou a treinar seu filho, ensinando técnicas de remadas e aproveitamento do mar.

Foi quando apareceu a primeira dificuldade. "Era difícil. Meu pai trabalhava e só conseguia me treinar a partir das 17h30, e nesse horário já estava escuro. Então, minha mãe, que é minha grande motivadora, colocava o meu caiaque na carrocinha todos os dias e andava comigo cerca de 3 km para que eu pudesse treinar".

 Por não ter idade compatível, Pedro só podia participar da modalidade estreante, já que somente aos 15 anos poderia se federar.

"Quando iniciei, aos nove anos, eu não tinha um caiaque competitivo e nem remo. Na verdade, não tinha qualquer estrutura para competir e nem treinar. Então, meu pai, com incentivo de seu amigo Antonio Cortez, fabricou o meu primeiro caiaque para competição naquela época".

Mas, quem acha que o canoísta desanimou por aí, está muito enganado.

Em sua primeira prova, João contou que não se importou com o porte dos adversários, e nem tampouco com a idade. Com apenas nove anos, o atleta sagrou-se campeão geral. "Foi uma sensação maravilhosa! Deixei todos competidores para trás. Ganhei todas as provas do ano", disse alegremente o garoto.


Logo em seu primeiro ano federado, em 2012, foi campeão paulista da modalidade Júnior da Classe Surfiski, e chegando ao final de sua preparação para o 1º Campeonato Brasileiro, veio então a segunda dificuldade. "Quebrei a mão no Karatê, ficando de fora do campeonato, isso me abalou muito, fiquei indeciso em qual esporte levar a sério, já que também sou lutador deste esporte", contou.

Em 2013, ele estava decidido: era realmente a canoagem que queria para sua vida.

Passou a levar os treinamentos ainda mais a sério e com grande incentivo de sua família e amigos, ganhou a tríplice coroa campeão Paulista, sagrou-se campeão da copa do Brasil e foi campeão Brasileiro na categoria Júnior da Classe Surfski, ficando em 9º lugar no top 10 Brasil, e através destas conquistas, adquiriu seu primeiro bolsa-atleta.

Pedro demonstra confiança ao dizer que seu maior sonho agora é tentar um título inédito para o Brasil no Sul-Americano e Mundial.

Para isso, ele diz que continua contando com a ajuda de meus apoiadores e família.

Conquistas

Neste ano de 2014, a maré parecia estar a favor de João. Em todos os campeonatos, o atleta foi vitorioso. Conseguiu apoiadores e patrocínios, foi tricampeão Paulista, bicampeão da Copa do Brasil, bicampeão Brasileiro na modalidade Surfski Jr, ficou em 4º lugar no top 10 do Brasil, e, foi o grande destaque do campeonato realizado em Vitória (ES), uma das provas mais difíceis de todos os tempos,segundo competidores.

"De 150 barcos que largaram somente cerca de 60 continuaram na competição, isso porque, ondas e ventos muito fortes fizeram com que os que não estavam preparados, abandonassem a prova. O ano de 2014, foi o meu ano", enfatizou o garoto.

Com a bolsa-atleta e apoiadores conseguiu comprar equipamentos profissionais, como remos importados, GPS para cálculo de treino e suplementos.

Com todos esses resultados positivos, o esportista se classificou para o Sul-Americano 2015, que ocorrerá no Peru, e também para o Mundial que será no Tahiti.

“Com um remo nas mãos e um caiaque preso aos pés pretendo ganhar o mundo”, conclui o atleta João Pedro.


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O casamento que "parou" Caraguá





No dia 16 de fevereiro de 2013 a praia da Cocanha em Caraguatatuba, serviu de cenário para um momento igual os de filme de romance,e é claro que eu não poderia deixar de estar lá. O casal protagonista desta história de amor foi meu amigo de longas datas, o brasileiro Marcelo Padroeiro, nativo de Caraguá, e o inglês Tim Ross, de Kent, região sudeste do Reino Unido.

Eles se casaram por união civil em um cartório na Inglaterra, no dia 12 de janeiro de 2013, mas foi à beira mar e pé na areia, no Litoral Norte de São Paulo, que eles celebraram essa união.

No lugar de um padre quem emocionou o casal e os convidados foi uma poetisa. Ao invés do tradicional "eu vos declaro marido e mulher", um sutil "eu vos declaro casados" deu início a uma nova fase na vida dos pombinhos.

Entre os convidados estavam amigos e parentes de Padroeiro, e alguns familiares de Ross vieram da Inglaterra especialmente para celebrar a união dos noivos.

"Foi emocionante contar com toda minha família e amigos e acima de tudo me sentir parte de uma sociedade que de um jeito ou de outro me excluiu durante uma vida inteira. Foi um passo à frente em direção ao respeito que a comunidade gay merece", declarou o noivo, Marcelo Padroeiro.

O casal não se casou no Brasil, pois não é permitido duas uniões civis, mesmo que em países diferentes. No entanto, no dia 12 de janeiro deste ano, Marcelo e Tim transformaram a união civil em casamento na Inglaterra. Uma lei que entrou em vigor no dia 29 de março de 2014, no Reino Unido, permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por enquanto, no Brasil, casais gays só podem ter união civil.

Quase dois anos depois o casal continua firme e forte nessa união, e vivem juntinhos, na Inglaterra, sua linda história de amor.


VEJA ABAIXO O EMOCIONANTE VÍDEO DO CASAMENTO 

Marcelo e Tim casando-se na Inglaterra. Ao fundo a família de Tim


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Coluna: Dando Pinta

Boa tarde gente linda!

Olha minha estreia aqui no Caraguá Beach, que arraso!

Hoje não vou ser demorada, minhas aulas retornam hoje e ainda tenho que fazer o escovão no cabelo. Sabe como é, primeiro dia de aula eu preciso estar exuberante na cara das inimigas. Comprei até um fichário cheio de plumas indianas, beijo sociedade!

Mas o que tenho para falar para vocês é que devemos ser autênticos. Eu sei que morar no litoral, cidade pequena, Caraguá, e blá blá blá, tem muita gente com a cabeça pequena, mas qual a graça de viver se a gente não puder ser quem realmente somos?

Tem tanto gay “dando pinta” no mundo, e você acha que devemos ficar de fora só porque moramos numa região que está três Madonnas atrasada? Hello!! 

Quero mesmo que essa cidade veja meu brilho, minha classe, e muita pinta!
Mas vejam bem monetes, dar pinta não é sair por aí fazendo escândalo, mexendo com as outras pessoas na rua, e fazendo seu check-out em qualquer lugar. Dar pinta é expor sua essência, sua cultura, sua personalidade, e é exatamente sobre isso que nós iremos conversar nas próximas semanas aqui na coluna “Dando Pinta” do blog Caraguá Beach.

Aiiii gente, preciso ir, esqueci de tirar da máquina minha blusinha de paetê escandalosa que irei usar hoje! Primeiro dia da faculdade vai ser muita selfie! ‪
#‎DandoPintaNoLitoral

Beijos monetes! 



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Por que você deve ir às ruas no próximo dia 15?

1984


Faltando pouco menos de quatro dias para os protestos programados pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff em diversas cidades do Brasil, inclusive nas quatro cidades do Litoral Norte, a principal questão que as pessoas devem se preocupar é com o exercício da democracia.

Muito mais que amar ou odiar o atual governo, é louvável o movimento que milhares de pessoas vêm organizando nos últimos meses. Em Caraguá, ou até mesmo São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba, não se tem registro de protestos ou manifestações civis pela exigência de mudanças políticas, exceto os protestos de 2013.

Se pararmos para analisar, o maior protesto que ocorreu em nosso país antes das manifestações de 2013 foi o movimento civil, de 1984, que ficou conhecido por Diretas Já. Dado o intervalo de um evento para o outro é notório que um episódio como o que está prestes a acontecer no próximo dia 15 anuncia o interesse político que os cidadãos do nosso país assumem.

Tudo isso colabora para o fortalecimento político dos cidadãos brasileiros que, ao que parece ainda de longe, exigem a voz do povo nas decisões políticas. E isso não é bom apenas porque você é de direita ou de esquerda, petista ou tucano, isso é bom para todo e qualquer cidadão brasileiro.

Podemos esperar então que, ao educar nossa nação na busca por seus direitos, haverá, mesmo que num futuro distante, manifestações regionais para pleitear mudanças em nossas cidades? Vamos nos acostumar a manifestar contra o monopólio da Praiamar? Contra o descaso da Saúde Pública no UPA de Caraguá? Protestos nas câmaras municipais poderão se tornar mais comum?

Tudo isso é possível, mas depende de como nós encaramos a política hoje em dia. E se você for contra os movimentos que defendem o impeachment da presidente Dilma Roussef no próximo domingo, você é contra a democracia de nosso país e está sendo coautor da falência de vida política em nossa nação.

Por isso, quer queira ou não, vá às ruas no dia 15 de março de 2015.

2013




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Obras no Spani causam transtornos à população




Quase dois meses após a inauguração e um investimento de aproximadamente 30 milhões de reais, o atacadista Spani causa transtornos aos moradores do local. A obra com 8 mil m² trouxe prejuízos e muita dor de cabeça às famílias que vivem ao redor da empresa.

O problema que mais atingiu os moradores da vizinhança diz respeito à estrutura de suas casas que ficaram abalada por conta das perfurações e implosões do morro onde foi construído o atacadista. Jorge Ramos Barbosa, 65 anos, morador da rua Mem de Sá, que fica a poucos metros da saída do estacionamento do Spani, pediu um acordo com o Spani, Desmontec e a Contrutora Guimarães Torres, empresas envolvidas na obra. Segundo ele, a solicitação foi de que as empresas consertassem o dano causado durante a obra.

Acordo entre o aposentado Jorge Ramos Barbosa e o Spani
O acordo foi escrito e assinado pelo engenheiro da Desmontec, Flávio Zinato, e a representante da Construtora Guimarães Torres, Natália Santos, também engenheira. As empresas dizem "se responsabilizar pela manutenção da calçada na residência de Jorge Barbosa". Entretanto, segundo Barbosa, os danos atingem também o muro da casa. "As companhias me prejudicaram e foram embora; fui, então, obrigado a buscar o acordo com o Spani", explica.

A reportagem do Foca Na Web retornou ao local, três dias depois da data de início das obras conforme o acordo entre as partes. Porém o muro ainda estava com rachaduras. Barbosa não foi localizado em sua residência.

 Outras reclamações

 O morro que havia entre o Centro Esportivo Municipal Ubaldo Gonçalves (CEMUG) e o Bairro do Poiares foi totalmente retirado para que o atacadista Spani fosse construído.

Durante as obras, as máquinas produziram muita poeira e também barulho constante. Segundo a aposentada Claudia Rosa Feth, 79 anos, o barulho lhe causou muita dor de ouvido. "Sou idosa e minha saúde é debilitada", acrescentou. Claudia vive com a filha, Bernadete Feth, que também reclamou da obra: "Tinha que limpar o quintal de casa várias vezes ao dia, por conta da poeira".

 Mas as reclamações dos moradores no local não se resumem aos problemas causados durante a construção do Spani. Agora, após inaugurado, os moradores reclamam do movimento de pessoas e carros na região, o que preocupa a maioria dos residentes na área. De acordo com Eduardo dos Santos, que mora no local há cerca de cinco anos e vive com seu filho de dois anos, a paisagem mudou muito: "Antes tínhamos crianças brincando na rua, agora só vemos carros".

 De acordo com os entrevistados, durante as obras não houve qualquer comunicação entre Spani e os moradores locais. "A única coisa que ouvíamos falar por aqui era do horário das implosões" - diariamente, havia detonações com interrupções do tráfego na Rio-Santos a fim de pôr abaixo o morro que cedeu espaço ao atacadista -, lembra a moradora Maria dos Santos, que reside na Rua João Café Filho. "Tenho um problema de saúde que causa pulsações na minha cabeça, e com o barulho dos dois geradores do Spani, eu não consigo dormir à noite", desabafa.

 O gerente do atacadista Spani, Adimir Pereira, disse que todas as reclamações são encaminhadas para as empresas, às quais foi solicitada urgência para a manutenção destas casas. "A Desmontec irá cuidar disso, todas as famílias serão atendidas. Não é possível consertar tudo de uma única vez, mas cada casa será cuidada por vez", acrescentou.


O mercado já está com suas portas abertas ao público desde o dia 17 de janeiro e funciona normalmente. Mas as obras ainda não terminaram. Pereira contou que a calçada entre o Spani e a rodovia Rio-Santos ainda está em fase de acabamento. “A prefeitura irá auxiliar na finalização dessa calçada, estamos aguardando”, concluiu.



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